A escória do mundo


Banidos, rejeitados, os párias do mundo surgem no exato momento em que o Ocidente proclama uma emancipação do ser humano que, no entanto, não vale para todos. Este livro aborda esta contradição, ao contar a história do pária contemporâneo a partir do ponto culminante da Revolução Francesa de 1789 – a definição dos direitos individuais e coletivos do “homem”.

 

         A autora investiga as diferentes figuras do pária, retomando as variações de sentido do termo ao longo da história, para concluir que pária é uma metáfora carregada de sentidos, momentos e versões diversas de um mesmo relato. São igualmente párias, embora essencialmente diferentes, o intocável indiano, o pária ocidental, a mulher autora, o judeu, o homossexual, o imigrante, o desempregado. O termo pária, assim, demonstra ela, não remete à trajetória de um grupo particular ou de um povo específico. Antes, afirma, é uma expressão do polo negativo de um discurso emancipador.

         Ao problematizar a figura do pária, a autora toca em uma questão contemporânea relevante, demonstrando a dificuldade de pensar simultaneamente a diversidade do grupo excluído por uma construção hierárquica e a singularidade do indivíduo que não cabe na definição do grupo ao qual é associado: “Por meio dos destinos extraordinários dessa ‘escória do mundo’ revela-se o destino imposto a toda uma população. Mas também as contradições de nossa modernidade política e a exigência sempre atual dos párias rebeldes, que se obstinam em reivindicar a admissão na categoria de humanidade de cada indivíduo particular”.

 
 
Ficha técnica
 
Preço: R$ 36

ISBN: 978-85-393-0527-8

Assunto: Política, Ciências Sociais

Idioma: Português

Páginas: 178

Edição: 1ª

Ano: 2014

Formato: 14 x 21

Acabamento: Brochura com orelhas